quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Filtro de mangas




FUNCIONAMENTO

O ar/gás contaminado entra lateralmente pela parte inferior da carcaça do filtro através do duto de ar saturado. Nas mangas ocorre a separação do material particulado do ar, ficando as partículas retidas na parte externa.



As respectivas válvulas solenóides são comandadas periodicamente por um programador eletrônico. As válvulas solenóides são comandadas periodicamente por um programador eletrônico ou opcionalmente por um pressostato diferencial eletrônico, que libera o ciclo de limpeza ao ser atingida uma perda de carga pré-determinada. O ar comprimido descarregado pelo reservatório é conduzido até cada fileira de mangas e respectivos tubos venturi, através dos tubos injetores. Pelo efeito injetor, provocado pelo jato de ar comprimido, é arrastado um elevado volume de ar secundário filtrado, ocasionando uma inversão de fluxo e um repentino inflamento das mangas e a consequente limpeza das mesmas.







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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Otimizando superfície de moagem

Como utilizar uma ferramenta de controle para otimizar o seu processo?

Quando o produto passa entre dois rolos de moagem, ocorre a redução de partículas maiores em partículas menores, quanto mais fina e homogênea for a camada de produto, melhor será o ataque dos rolos sobre este produto,
O produto uma vez reduzido á granulometria de farinha normalmente < 200 microns, deve ser direcionado a rosca de coleta de farinha, e seguir para o ensaque.
Algumas variações de carga, umidade, desgaste natural, telas soltas, fazem que o peneiramento de determinada passagem não seja completo, isto é, a quantidade de farinha que deveria ser peneirada dentro da determinada passagem não está sendo retirada, consequentemente esta farinha, que já está na granulometria ideal para o ensaque, volta para o banco de cilindros juntamente com o rechaço da peneira de farinha, prejudicando assim a moagem do produto que ainda necessita de nova redução.
Normalmente temos em nosso diagrama de moagem diversas passagens de plansifter jogando para um determinado banco; Ex: C1 recebe de  DIV1/2 –R1 – R2, misturando entre si antes da chegada ao globo do cilindro, dificultando assim a mensuração da quantidade real de farinha que está misturada ao produto, por isso, devemos extratificar esta leitura  por passagem de compartimento e assim mensurar cada passagem individualmente.

Método para mensuração da quantidade de enfarinhamento da passagem:
Coleta-se 200 gramas do produto mais fino do compartimento “exceto a farinha” e peneira-se na peneira mais fechada do compartimento, durante dois minutos, observando sempre a farinha resultante desta peneiração.

Observações:
O enfarinhamento ideal deve ser entre 2% a 5% pois:
Enfarinhamento muito baixo tendendo a 0, sinal de sob-peneiração, podendo estar pigmentando a farinha pois, a farinha já acabou e ainda precisa percorrer um caminho sobre a peneira.
Enfarinhamento  acima de 6% é sinal de sobre-peneiração, onde acaba o caminho do produto percorrer e ainda há farinha em meio ao produto.

Como corrigir enfarinhamento acima ou abaixo do estabelecido?
Verificando situação das telas e sistema de limpeza.
Verificando possibilidade de abertura ou fechamento da tela.

Verificando carga do moinho.



terça-feira, 9 de julho de 2013

POSIÇÃO DOS ROLOS DE MOAGEM


As raias diferenciam de passagem a passagem, bem como sua posição.  Falamos primeiro rolo rápido e segundo o lento, sendo esse representado por uma flecha e aquele por duas flechas paralelas, assim corte é a aresta mais íngreme, com fio, e dorso é a aresta mais suave, arredondada, as costas do rolo.
 As disposições permitem a obtenção de produtos diferenciados desde T1, assim:
Dorso-dorso produção de sêmolas, corte-corte: produção de finos. 

À medida que se acaba o farelo, o dorso-dorso, favorece a compressão, o que não é interessante, o ideal é a raspagem da amêndoa, por isso à medida que a trituração avança o ideal é usar corte/dorso ou corte/corte.


Para T1 a regulagem especifica a posição dorso/dorso, consome maior potência, porém, varia de acordo com o objetivo a ser alcançado, nesse caso, obtem-se maior farinha e melhor corte do farelo, farelo grosso, maior % de cinzas, cortando a casca, favorecendo a exposição do endosperma.

DISPOSIÇÕES DAS RAIAS














segunda-feira, 8 de julho de 2013

FUNÇÕES DO MOLEIRO CHEFE



Um moleiro chefe é um mestre dos detalhes do processo de moagem.
Os deveres do moleiro chefe e como eles são executadas são essenciais  para o sucesso de qualquer moinho. Essa pessoa, que trabalha diretamente com o gerente de fábrica, é responsável pela operação da fábrica a partir de técnicas de engenharia.
De muitas maneiras, o planejamento, conhecimento de sistemas de computadores, enfim o trabalho do moleiro deve ser estreitamente alinhado à economia, juntamente com o gerente de manutenção, e o gerente do laboratório.
O moleiro deve estar alinhado com os setores de compra de trigo, qualidade, vendas, transportes, recursos humanos e gerente geral da fábrica.
Engenheiro de processos. Rami Flamer

DETERMINANDO MESCLAS DE TRIGO



O moleiro chefe deve determinar as mesclas de trigo a serem moídas, determinando a quantidade precisa para cada tipo de trigo alinhando com qualidade e preço.

Em pequenas fábricas (ou seja, até 300 toneladas não é uma tarefa fácil devido ao preço da matéria prima) e às vezes em meio das condições de compra do moinho.
O moleiro, por outro lado deve conseguir aliar os custos e a qualidade, sendo que o valor da matéria prima pode representar em até 80% das despesas da fábrica.
Basicamente, o moleiro chefe é responsável pela produção de produtos de alta qualidade e, normalmente, para os quais é necessário uma mescla cara.

Para poder atender as demandas, e gerando rentabilidade para o moinho, o moleiro deve trabalhar ao máximo com a matéria prima que dispõe, com um percentual máximo de extração e com um consumo mínimo de energia.

Com o aumento da tecnologia, qualquer um que aspira tornar-se um moleiro chefe, primeiro necessita ter muita experiência com o trabalho geral do moinho, sendo preparado desde o chão de fábrica na parte operacional, trabalhando com a matéria prima e conhecendo todos os detalhes do processo.

Este tipo de conhecimento é de valor inestimável, pois com a experiência pode tomar decisões quanto á melhor utilização de um tipo de farinha a fazer dentro do moinho.
ATENDER AS DEMANDAS DOS CLIENTES

Tendo o conhecimento e a prática de trabalho no chão de fábrica ele pode trabalhar a fim de atender a demanda de produtos de seus clientes.
Isso pode ser difícil, porque a qualidade dos grãos nem sempre é constante devido às mudanças no genótipo do trigo. Fatores como o teor de glúten e qualidade, falling number, a dureza de grãos variam lote a lote.
GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO

Diariamente o moleiro chefe tem de gerir o moleiros e proporcionar-lhes a programação diária para atender a produção com base nos produtos necessários para o departamento de vendas. O moleiro precisa calcular o tempo de descanso necessário para a farinha antes de sua comercialização para dar o tempo de maturação da farinha.

Sempre deve trabalhar com FIFO- First In, First Out - Primeiro produto que produz deve ser o primeiro a sair, isso normalmente representa um período de dois a três dias.
O moleiro chefe também supervisiona os moleiros de turno, de modo que eles possam atender as necessidades de demanda e manter em andamento todas as manutenções e trabalhos técnicos necessários para o bom andamento do processo.
Para manter todos os moleiros no mesmo ritmo o moleiro chefe deve revisar o planejamento de produção e deixá-los informados de quaisquer alterações no mesmo.

Diariamente o moleiro chefe deve gerenciar toda a documentação que é preenchida pelos moleiros de turno, estar atualizado quanto as mudanças realizadas e eventuais problemas técnicos encontrados no processo, e deve estar preparado para resolver tudo aquilo que os moleiros de turno não conseguiram solucionar.



Deve acompanhar de perto o desempenho da fábrica, percentuais de extração, saída de farinha, liberação das mesmas junto ao laboratório, etc.

Após cada mudança no diagrama deve certificar que o desempenho da fábrica está correto. Se há muita diferença entre o desejado e o realizado, então o moleiro precisa primeiramente buscar um estudo especializado para então assumir o compromisso de ser o moleiro chefe.
Estes estudos de alto nível também incluem devido a necessidade da indústria moderna de alimentos a matemática, física, conhecimento de matérias-primas, adquirindo este conhecimento, precisa ajustar o moinho, até que os valores pretendidos sejam alcançados.

Às vezes, quando há desgaste nos rolos de moagem, o moleiro chefe tem de mudar os rolos.
Um sinal de que os rolos precisam ser trocados é quando se torna difícil de executar raspagem do farelo ou a redução das partículas de endosperma.

Às vezes, uma taxa baixa extração ocorre devido a problemas na regulagem do sistema. Se isso acontecer, é trabalho do moleiro chefe identificar o problema e resolvê-lo.
Manter o equilíbrio / ganho de moagem.

O moleiro chefe tem que assegurar que a produção de farinha esteja correta sempre atendendo a necessidade do cliente. Se ocorrer um problema, saber gerenciar a situação.



Para garantir um bom % de ganho na moagem, o moleiro chefe deve gerenciar de perto a % de adição de água no processo e o tempo de repouso do trigo, pois isso tem grande impacto na eficiência de extração X eficiência energética.
Estar sempre alinhando com o gerente da qualidade verificando quais são os limites de umidade que podem ser atingidos, sem influenciar no shelf life do produto.

O moleiro deve trabalhar a fim de cumprir todas as exigências do mercado ,a fim de monitorar dados e fazer melhorias, Cumprindo as normas para produção de alimentos a fim de que possa satisfazer seu clientes.(HACCP)

O moleiro chefe tem como obrigação encontrar os desvios do processo de moagem, corrigir e informar ao gerente da fábrica, Precisa estar acompanhando diariamente a produção para estar ciente dos desvios que ocorrem, e estar em contato constante com o laboratório para a tomada de decisões de forma rápida e segura.
Deve realizar reuniões regulares com os moleiros de turno com o intuito de corrigir os desvios, definir ações e cobrar melhorias no processo, para atender as especificações dos clientes.

A maneira da qual são tratados quaisquer desvios de especificações são críticas para o sucesso de um moinho.

É necessário uma boa comunicação entre o moleiro chefe e o gerente da qualidade, para sinalizar quais são os parâmetros que estão fora da especificação do cliente, e tratar de maneira a garantir que o cliente não receba um produto fora da sua especificação.
Também o moleiro deve estar em contato com o chefe do armazém, para assim saber exatamente a quantidade e em qual silo ou embalagens estão os produtos fora da especificação e em conjunto com a qualidade dar o destino correto para o determinado produto.
Cronograma de manutenção preventiva.

O moleiro chefe e o gerente de manutenção tem que planejar programação de manutenção preventiva para todas as máquinas do moinho, para ajudar a manter a qualidade e para minimizar despesas e tempo de paradas.

Em caso de "quebras" a manutenção, deve tomar providências para o reparo necessário, coordenadas tanto pelo moleiro e o gerente de manutenção.
Cuidar de todos os dispositivos de segurança para o trabalho é outro importante ponto a observar, a fim de documentação (assinado e datado), para que produção possa continuar sem obstáculos e sem que possam ocorrer acidentes.
Planejamento programação de limpeza.

O moleiro também é responsável pelo planejamento de um Cronograma de limpeza para as máquinas - no interior e no exterior - além de todas instalações.

O moleiro chefe ou gerente de qualidade também precisa estar em contato com uma empresa de controle de pragas para o serviço regular.

MILLING MAGAZINE Digital edition Terceiro Trimestre de 2009 33 Traduzido by google.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

CUIDANDO DA SAÚDE EM SEU MOINHO.

Atenção! Clientes de olho.

A produção de alimentos demanda um grande cuidado em relação a segurança do  produto, em moagem de trigo para produção de farinha não é diferente, a produção de farinha de trigo é relativamente “seca”, trabalhando com umidades em torno de 14,5%, tendo assim, uma baixa quantidade de desenvolvimento de bactérias e mofos, porém, demanda outros cuidados dentro da produção, ou ainda antes de sua produção, o cuidado com os grãos para não infestar, cuidado com a limpeza das máquinas devido ao acúmulo de sujidades e carunchos, cuidados com a limpeza do parque fabril e instalações, além de cuidados com contaminação cruzada de subprodutos farelos de trigo e outros grãos provenientes da lavoura.
Os cuidados durante as manutenções em máquinas da produção também devem ser redobrados, pois a limpeza da área antes, durante e depois de uma manutenção, os materiais utilizados durante uma manutenção como graxa, parafusos, peças devem ser retirados e a área deve ser higienizada e preparada para receber  a farinha.
Clientes satisfeitos que recebem um produto de qualidade tendem a fidelizar uma marca, clientes insatisfeitos tendem a repassar a informação de problemas a outros potenciais clientes, por isso, assim como a saúde de seus clientes devem ser preservadas, a “saúde” seu moinho deve ser conservada.

HACCP E 5S NELE !!!!!!!!!!!




 


segunda-feira, 1 de julho de 2013

AÇÃO DAS RAIAS SOBRE O GRÃO DE TRIGO


De acordo com a umidade e o condicionamento de cada mescla de trigo, cada grão reagirá de forma diferente entre as raias de cilindros.
Temos a ação do ajuste dos rolos, condições das raias, posição e ângulo das raias, cada fator contribui para um correto brake release.

Em regras gerais precisamos obter o máximo desempenho dos cilindros de moagem, proporcionando uma correta distribuição de produtos entre os cilindros de redução e compressão e retorno a trituração.

IMAGEM DA AÇÃO DAS RAIAS













quarta-feira, 20 de março de 2013

MOAGEM DE TRIGO

Parabéns a você, moleiro, que está lendo este blog, saiba quanto é importante o seu papel na sociedade, pois nós trabalhamos com o cereal mais antigo e importante de todo o mundo, o trigo que é a base da alimentação humana, nós produzimos a farinha, que está tão presente na vida de todas as pessoas, em cada mesa, em cada café da manhã, no almoço, no lanche, no chocolate, etc.

Trabalhamos com a única proteína panificável do universo(Glúten) enfim, fonte de vida.
Devemos nos conscientizar de quanto o grão de trigo é importante, devemos ser MOLEIROS e não destruidores de grãos, tal qual um escultor cuida das suas ferramentas as mantém sempre na melhor forma possível para quando ele for fazer uma obra de arte esta saia com o máximo de perfeição possível, temos nós que cuidar de nossas ferramentas, Raias (cilindro) Superfícies (planschister) e Telas (sassor), pois sem ferramentas não conseguiremos desenvolver nossa obra de arte.
Este site foi elaborado para o treinamento de operadores da moagem de trigo, no setor da produção e para todos aqueles que participam do processo. Tem como finalidade transmitir a todos o princípio básico da tecnologia de moagem de trigo de maneira clara, simples e objetiva, com o intuito de obter melhores resultados na produção.
POEMA DO MOLEIRO
Aida Viegas, Oliveira do Bairro - Memórias de um século
Mói a mó deste moinho
Tão branquinha da farinha
Passa a água de mansinho
Branca, pura, tão fresquinha!
E à sombra do moinho
Polvilhado de farinha
Canta o melro no seu ninho
Nos vales da Silveirinha.
Cansado e com tristeza
Se o moleiro esmorecer
Seu moinho, com certeza
Nunca mais volta a moer.
Está o moleiro sozinho
Segue o voo da andorinha.
Preocupa-o o caminho
Da fonte da Silveirinha!
Mas deste vale a beleza
Co .a água sempre a correr
Quem gosta da Natureza
Nunca mais irá esquecer.
E o moinho vai moendo
Grão a grão, o trigo loiro.
E o moleiro vai vivendo
Tem ali o seu tesouro!
Não te entristeças moleiro
Esta vida é mesmo assim
Há uns que passam primeiro
Outros passam mais p'ró fim.
Não tenhas pena, moleiro
Não te doa a solidão
Que o nosso bem verdadeiro
E cumprir nossa missão